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E eu deveria estar no labore tb agora, pois sei que meu tempo é curto por aqui, mas... resolvi dar o ar da minha graça no blog. Afinal, aconteceram coisas bem bacanas neste final de semana.
Começando por sábado de manhã: Run for Freedom! A Dana, minha roommmate, me convidou para participar de uma corrida beneficente, contra o tráfico de humanos nos EUA. Lá fui eu, 8h da manhã já estávamos a caminho do Baldwin Park. Comprei minha camiseta e cooperei com a causa. Eu tava bem afim de correr, já que o vencedor da corrida ganharia 75$ para gastar em restaurantes a favor da causa. Mas o problema era que era homem e mulher tudo junto. Dae pensei "certamente perderei pra algum homem", dae nem corri, fui caminhar com a minha roommate, que não queria correr de jeito algum.

Foto 1. A Dana e o Josiah bem à frente, na "run for freedom" hehe.
Os pais do namorado da Dana montaram uma casa de acolhida para as meninas que são seduzidas/iludidas para vir pra cá com promessas tipo de serem "top models" ou coisas assim... geralmente elas vem do leste europeu e da África, achei estranho que não encontraram brasileiras nessa situação por aqui.
Daí a gente ia lá, contribuía com a compra da camiseta (no meu caso, hehe) e chamava a atenção da comunidade pra causa. :D

Foto 2. Rua bonita do trajeto da corrida beneficente.
Depois da corrida/caminhada, hehe, eles me convidaram pra ir tomar café da manhã na casa do namorado da Dana. A mãe dele estava de aniversário. Dae eu fui lá e tomei o café da manhã típico de americanos: bacon, ovos mexidos, uma pasta de batatas esquisita mas boa, torradas e café com aroma de baunilha. Bem gostoso, mas fazia tempo que meu corpo não via tanto carboidrato junto! hehe Viemos pra casa e eu quase que dormi instantaneamente.
3h da tarde o namor da Dana bate à minha porta me convidando pra ir à festa de aníver da mãe dele na casa dos pais dele. Eu achei que ela estava sendo apenas educada quando me convidara lá no café da manhã. Buenas, me certifiquei de que não era algo de família, me arrumei em 5s e tava pronta pra ir pra festa!
A casa dos pais dele é em Clermont, uns 50min daqui. Passamos na casa do namor da Dana, pegamos o irmão dele e o cachorro (um chihuahua de pelo longo muuuuuito parecido com o meu cachorro Pepe no Brasil.. nhai, que saudades...), e caímos na estrada. Foi a primeira vez que pude ver o centro de Orlando, com arranha-céus e tudo mais.. parece bem bacana.

Foto 3. A caminho de Clermont - FL.

Foto 4. A caminho de Clermont - FL. Zona rural, hehe.
Mas Orlando ficou pra trás e logo caímos na zona rural daqui... bem bonita.
A casa dos pais do Josiah é um condomínio com campos de golf e tudo mais.. muito chique. Chegamos lá e o pessoal estava na piscina, e o sogro da Dana amassando massa de pizza. Eles são italianos nato. hehe

Foto 5. A família Manzo preparando pizzas e calzones.

Foto 6. As pizzas e calzones Manzo, propriamente ditos.
Dae começaram a chegar os amigos pra festa... cada um trazia um prato de alguma coisa... muito bacana, os pais do Josiah já foram duas vezes ao Brasil, mais precisamente ao Guarujá em SP. Eles hospedaram ha uns 20 anos uma Argentina e ela casou com um Brasileiro e hoje moram no Guarujá. hehe. Dae eles sabem lidar super bem com estrangeiros, eu me senti muito à vontade lá na casa deles. Conversei com as visitas, que sempre tinham perguntas curiosas sobre o Brasil (tipo: "lá onde você mora faz frio?" hehe) e tinham três crianças na festa que me alugaram. Eu fazia perguntas pra elas do tipo "qual a diferença de um dinossauro para um crocodilo?" e elas ficavam lá criando altas teorias. Também aprendi várias brincadeiras de crianças americanas tipo "high five, to the right, down low... too slow!" heuaheua
Aqueles cumprimentos de malandrinhos, sabe?
eheh Me diverti muito. Mais tarde chegaram na festa... se chegaram atrasados na festa, alguém arrisca ae qual a nacionalidade dessas pessoas? SIM! Brasileiro! heuaheua Chegou na festa um casal de um brasileiro e uma venezuelana. Eles eram amigos da igreja que os sogros da Dana frequentam. O Sogro da Dana parece que é missionário, ele viaja pra América Latina seguido pregando.
Well, o brasileiro era evidentemente do interior de SP, e a Venezuelana era de Caracas, mas ela mora aqui em Orlando desde a adolescência e ele veio há alguns anos pra cá e casou com ela. Eles me perguntaram como anda a situação do Brasil, e eles tem planos de ir morar aí no Brasil. Segundo o que contam, não dá mais pra botar fé na economia americana e eles acham que em 3 anos os EUA não vão mais ter referências. Eles acham que o Obama infelizmente não tem uma mentalidade compatível com o que o povo daqui estava acostumado.
De fato, eu acho esquisito mesmo certas coisas que vejo aqui. Tipo, no mercado, vendem Kits para situações de desastre. Dae tem uma caixa vendendo velas e essas coisinhas, e uma foto de uma mãe agarrada num filho com cara de desesperado. Pra que isso?
O povo parece que curte uma tragédia.
Outra coisa interessante que o brasileiro me disse é que a situação da mídia aqui é muito pior do que no Brasil. Eles realmente não estão comprometidos com a verdade, mas com ideologias. Então fica muito difícil de se viver numa situação dessas.
Realmente, eles tem uma obsessão por controlar tudo. Vide aquela palestra sobre o controle do tráfego aéreo que eu assisti. Eles me perguntaram se eu gostaria de morar aqui pra sempre... não, obrigada. Eu gosto muito do meu país, e acho que eu nasci e cresci lá, então tenho motivos para estar lá e contribuir com aquele lugar, e não outro. Acho importante essas viagens, elas fazem a gente refletir sobre a casa da gente. Eu acho que por mais caótico que nosso país seja, ele tem suas virtudes. E essas virtudes, coincidentemente ou não, são aquelas coisas que eu valorizo mais e das quais eu sinto falta aqui.
Uma delas é o chamado "jeitinho brasileiro", mas que pode ser também interpretado não apenas como malandragem.
Por exemplo, Ok, vc não tem aqui Social Security Number, você não pode comprar um iPhone. E as pessoas simplesmente te dizem "não tem como, sinto muito". Na real, existem formas de eu conseguir um SSN, existem formas de eu comprar um iPhone usado sem SSN... mas as pessoas simplesmente não abrem as oportunidades pra você. Elas respondem estritamente ao que foi perguntado. No Brasil, eu acho que geralmente as pessoas, se não vai atrapalhá-las em nada, elas simplesmente comentam que outras formas você pode tentar, ou algo que aconteceu com a sua tia, como ela conseguiu um, ou como o vizinho do irmão da sua sogra conseguiu um.
Então o que às vezes parece uma malandragem, na real são apenas formas diferentes de se comunicar, que ajudam mais as outras pessoas... e eu sou uma pessoa que funciona assim, eu tenho insights a partir de dicas que os outros vão dando e é assim que toco minha vida... quando as pessoas são estritas e diretas, me complica a vida! hehe
Mas enfim... foi uma noite bem tri lá em Clermont. Voltamos pra casa exaustos, daí no domingo eu ainda fui no Recreation Center e fiz aulas de spinning e washboard abs. hehehehe
Spinning é numa sala toda preta cheia de bicicletas ergométricas,a profe chega com uma vozinha muito irritante e um microfone, apaga as luzes e põe um heavy metal em último volume e começa "go go go, I know you can do it!"
rs
E a Washboard abs é uma sala imensa com 80 pessoas fazendo abdominais por meia hora.
Foi bem tri, mas hoje tô toda dolorida e vou ficar aqui em casa lendo minhas coisas...
hehe
Exatamente agora está na hora das cigarras fazerem bzzzzzzzzzzzzzzz! Será que o sol tá muito forte na cabeça delas e elas estão reclamando? É 1 da tarde aqui.
Um ótimo feriado pros brasileiros! Vai ser o meu primeiro 7 de setembro da vida sem ouvir nada do Ipiranga... hehe
Abrazos
Amd
Foto 7. Por fim, aqui, uma foto da aniversariante, Marianne, uma mulher muito muito querida, e a filha Rachel e o cachorro Lowloh.

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